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Mercado de trabalho mantém predominância do presencial, mas consolida modelos híbridos e remotos

Relatório da Gupy mostra estabilidade do trabalho remoto, avanço do formato híbrido e alta rotatividade no Brasil
Divulgação

O mercado de trabalho brasileiro segue majoritariamente presencial, mas apresenta sinais consistentes de consolidação de modelos mais flexíveis. De acordo com o Relatório Mercado de Trabalho no Brasil 2026, da Gupy, entre julho de 2024 e junho de 2025, o modelo presencial ocupou entre 70% e 75% das vagas publicadas mensalmente, mantendo-se praticamente estável ao longo do período.

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Apesar da predominância do presencial, o levantamento aponta estabilidade do trabalho remoto, que representa entre 15% e 20% das posições publicadas, além de crescimento gradual do modelo híbrido, responsável por 10% a 15% das vagas. A tendência reflete uma mudança estrutural no mercado, impulsionada pela busca das empresas por equilíbrio entre produtividade, cultura organizacional e atração de talentos.

Os dados também evidenciam desafios relevantes para as organizações. A taxa de turnover no Brasil chegou a 56%, uma das mais altas do mundo, enquanto 28% dos profissionais afirmam buscar ativamente novas oportunidades, mesmo estando relativamente satisfeitos em seus empregos. Nesse contexto, políticas de flexibilidade e benefícios ganham peso na decisão dos trabalhadores: 57% consideram o pacote de benefícios antes de aceitar uma oferta, e o trabalho remoto aparece como o principal benefício oferecido pelas empresas, citado por 36,53% dos respondentes.

É nesse cenário que empresas que adotaram o modelo remoto ou híbrido se consolidam como parte da transformação do mercado de trabalho. O TutorMundi, empresa brasileira que opera com equipes distribuídas, atua com um modelo 100% remoto, reunindo profissionais de diferentes regiões do Brasil e do exterior. A organização integra esse grupo de empresas que utilizam o trabalho remoto como parte de sua estrutura operacional em um contexto de alta mobilidade profissional.

O relatório indica que, para 2026, o modelo presencial deve continuar dominante, mas com leve retração à medida que empresas de médio porte ampliem políticas híbridas. O trabalho remoto tende a manter seu espaço, especialmente em setores digitais e empresas com atuação nacional ou global. Para analistas do setor, a consolidação desses formatos sinaliza um mercado de trabalho em transição, no qual flexibilidade deixa de ser diferencial e passa a integrar a lógica operacional das organizações.